sexta-feira, 30 de março de 2012

Programação da Semana Santa 2012


 ·01/04| Domingo de Ramos

"Bendito o que vem em nome do Senhor”
08h30 - BÊNÇÃO DOS RAMOS
Local: Igreja de N. Sra. do Carmo
           saindo a Procissão rumo à Catedral de Belém     
          N.B.: Trazer um ramo10h00 - Batismo19h00 - Missa

02/04 | Segunda-feira Santa
"Deixai-a, ela fez isto em vista do dia de minha sepultura”
16h00 às 19h00 - Confissões
19h00 - Santa Missa

03/04 | Terça-feira Santa
"Um de vós me entregará..."
16h00 às 19h00 - Confissões 
18h00 - Santa Missa 

04/04 | Quarta-feira Santa
"O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que o trair."
18h00 - Santa Missa
19h00 - Procissão da Fuga do Senhor
             (Traslado do Senhor dos Passos até a Basílica)

05/04 | Quinta-feira Santa
"Jesus Cristo fez de nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai."
09h00 - MISSA DO CRISMA
Pontifical de Bênção dos Óleos. Renovação das Promessas Sacerdotais. 

"Eu vos dou este novo mandamento"
18h00 - MISSA DA CEIA DO SENHOR 
Lava Pés / Instituição do Sacerdócio e Eucaristia / Trasladação do SS. Sacramento para Adoração até às 24h00.

 06/04 | Sexta-feira Santa
"Jesus Cristo se tornou obediente até a morte numa cruz”
PROCISSÃO DO SR. DOS PASSOS
07h00 - Saindo da Basílica de Nazaré com a imagem do Senhor dos Passos
08h00 - Saindo da Igreja de São João (Cid. Velha) com a imagem de N. Sra. das Dores para o Encontro na Igreja das Mercês, voltando para a Catedral.

SERMÃO DO ENCONTRO
por Pe. Acácio Carlos Cardoso
Local: Igreja de Nossa Senhora das Mercês

SERMÃO DAS SETE PALAVRAS
com D. Teodoro Tavares
Local: Capela do Colégio Sto. Antônio (Pça. Dom Macedo Costa)

16h00 - AÇÃO LITÚRGICA DA PAIXÃO DO SENHOR 
Leitura da Paixão / Oração Universal / Adoração da Cruz / Comunhão

18h00 - PROCISSÃO DO SENHOR MORTO
N.B.:  Traga uma vela ou tocha para  iluminar  a  Procissão

07/04 | Sábado Santo
"Ele ressuscitou e vai à vossa frente para a Galileia"
21h00 - VIGÍLIA DE PÁSCOA
N.B.: Trazer  uma  vela  com  proteção

08/04 | Domingo de Páscoa
"Aleluia, Cristo ressuscitou!"
07h00 - Santa Missa 
09h00 - Santa Missa 
10h00 - Batismo Solene
19h00 - Missa Solene 



Polêmica sobre o Evolucionismo


Recebemos seus comentários a respeito do artigo “A Farsa de Charles Darwin“. Agradecemos, de antemão, os elogios e os apoios demonstrados ao nosso trabalho.
De fato, é de grande valia a contribuição de alunos ou técnicos de outras áreas nos artigos que publicamos. Só temos a melhorar com as observações dos nossos leitores.
Entretanto, receio que algumas de suas observações merecem uma ou outra retificação. É o que tentarei demonstrar a seguir, assim faremos também uma “crítica construtiva”.

Teoria falsa de observação verdadeira

Preliminarmente, como você mesma diz, Ana, a teoria da evolução “é uma TEORIA”. Concordamos plenamente neste ponto. Mas como é uma teoria científica não devemos crer nela. Os cientistas devem dar demonstrações para que ela seja aceita. Se tais demonstrações não existem, e as evidências vão em sentido contrário à teoria, ela deve ser rejeitada.
Ora, não há evidências da teoria da evolução. Se me permite um pequeno jogo de idéias: a evidência que existe é ANTERIOR à teoria, e não POSTERIOR a ela. Explico-me.
O que os evolucionistas fazem desde Darwin é tomar algo verdadeiro, constatado pela observação da natureza (1ª etapa) e daí tirar uma conclusão forçada (2ª etapa). Desta conclusão forçada propuseram uma teoria e desde então, procuram as provas para tal teoria (3ª etapa). É o que eles têm feito nos últimos 150 anos.
  • Tentilhões de Darwin
    1ª etapa: É mais do que conhecida a idéia de Darwin. Ele observou a população dos pássaros na ilha de Galápagos. Os bicos dos pássaros apresentavam variações, uns mais finos e menores, outros mais grossos e maiores. Os pássaros com bicos mais grossos sobreviviam às variações do clima, pois com a diminuição das chuvas, apenas os frutos com cascas mais resistentes eram encontrados em maior abundância. Os pássaros com bicos finos não conseguiam romper as cascas dos frutos e por isso morriam com mais facilidade. Isto determinava uma mudança na população do referido pássaro (tentilhão), onde os mais fortes sobreviviam: seleção natural.
Até aí tudo bem. Aceitamos a dita “evolução minor“, dentro de uma mesma espécie. Esta é a evidência. Agora vem a teoria forçada.
  • 2ª etapa: O “mirabolante” em Darwin é que daí ele concluiu que a existência de todas as espécies de seres existentes dependia do mesmo mecanismo. Da variação do bico do pássaro, ele extrapolou para o surgimento do próprio pássaro e mais, o surgimento do golfinho, da barata, do chimpanzé e da lesma!!!
  • 3ª etapa: é preciso provar. Como? Encontrando no registro fóssil as fases de transição entre os seres. 150 anos… Problema grave: a paleontologia não está a favor do evolucionismo.
De fato, os animais invertebrados, as amebas e as bactérias não deixam registro fóssil. Você mesmo, Ana, o diz:
Partes moles, invertebrados sem carapaça e organismos unicelulares são dificílimos de serem preservados, pois facilmente se decompõem assim que morrem”.
Curiosamente, este dado só atrapalha o darwinismo.
Mas então, procuremos entre os vertebrados, os animais mais evoluídos nas camadas geológicas mais próximas! Lá estão os registros fósseis deles: mamíferos, répteis, aves. Onde estão as fases de transição? Com tanta variedade de seres e depois de tanto tempo não deve ser difícil encontrar os tais “elos perdidos”.
Frustração! Encontram fósseis do pássaro com bico e do jacaré com “boca”, mas os dois em um…

Dos Répteis às Aves: alturas intransponíveis!

A macro evolução pressupõe uma seqüência mais efetiva no registro fóssil. Há apenas um Archaeopteryx, ou fósseis da mesma categoria dele.
Espere! Encontraram o Archaeopteryx, ou melhor, o seu fóssil! Transição entre o réptil e a ave. Está provada a evolução!
Devagar. Antes de tudo, observe que nosso artigo falou em “archeoraptor” e não do Archaeopteryx, mencionado por você, Ana.
Não sei se você confundiu os dois, mas o archeoraptor é de fato uma fraude. Já está demonstrado e tornado público. Procure na internet artigos sobre isso e você verá.
Mas então, vamos ao Archaeopteryx, pois talvez você, na realidade, não o confundiu com o anterior, mas quis acrescentar mais informações ao nosso artigo.
Tomemos por premissa que esse tal réptil-ave não é simplesmente uma ave com características similares a dos répteis.
Há, entretanto, várias objeções contra ele: a macro evolução pressupõe uma seqüência mais efetiva no registro fóssil. Há apenas um Archaeopteryx, ou fósseis da mesma categoria dele. Mas de onde ele veio? Alguns cientistas conjeturam que o ancestral do tal bicho-cobra-galinha foi um dinossauro que viveu 20 milhões de anos DEPOIS do Archaeopteryx!!! Ao menos é o mais próximo que conseguiram encontrar nos registros fósseis.
Além disso, um problema muito grave contra a ascendência evolucionista do Archaeopteryx é de onde ele tirou suas penas. Estas, dizem os evolucionistas, evoluíram das escamas do réptil. Mas para isso é preciso supor inumeráveis fases de transição, conforme o darwinismo, desta escama-quase-pena que possua uma função vantajosa para o animal não ser devorado pela seleção natural. Uma escama que não serve como escama e que ainda não é pena não traz vantagem nem ao suposto réptil-quase-pássaro nem ao futuro pássaro-não-mais-réptil. A transição réptil-pássaro seria eliminada pela própria seleção natural.
Mais. O fato de o fóssil do archaeopteryx possuir garras e dentes não é conclusivo para afirmar que ele é o “elo perdido” entre os dinossauros e as aves. Há registros de aves extintas com dentes e até hoje há aves com garras: avestruz.
Há outros postulados contra o Archaeopteryx, apenas menciono sem entrar em detalhes: em estudos sobre o desenvolvimento dos “dedos” (dígitos) nas cartilagens das aves, há conclusões científicas contrárias à suposta evolução réptil-ave a partir do Archaeopteryx.
Concluindo esta parte: a melhor explicação para o Archaeopteryx é ser ele uma simples ave que os evolucionistas mais uma vez forçam para aplicar à sua teoria sem provas.

Explodindo o Evolucionismo

Concordo com você de que a expressão “explosão cambriana” parece ser um tanto exagerada. Mas veja que a expressão não foi inventada por nós. Ela é utilizada por cientistas renomados na área biológica e da paleontologia. Cito um deles, Susumu Ohno, que explica tal expressão:
“Segue daí que 6 a 10 milhões de anos na escala de tempo evolutiva não é mais do que um piscar de olhos. A explosão cambriana, demonstrando o quase simultâneo aparecimento de virtualmente todos os animais no espaço de 6 a 10 milhões de anos não pode ser explicada por divergências de mutações em funções genéticas individuais.” (The Notion of the Cambrian Pananimalia Genome, 1996…)
Richard Dawkins
A palavra “explosão” também é utilizada para se referir ao rápido aparecimento de outros seres, conforme alguns cientistas: plantas, peixes, mamíferos e até, “mirabile dicto”,a origem do próprio homem é considerada uma “explosão”.
E veja o mais surpreendente, o famoso evolucionista ateu Richard Dawkins, ao tratar da “explosão cambriana” afirma que a fauna deste período
“já está em estado avançado ou evoluído, no mesmo momento em que surge. É como se eles tivessem sido simplesmente plantados lá, sem qualquer histórico evolutivo.” (The Blind Watchmaker, 1996…)
Para maiores aprofundamentos sobre todas estas questões de paleontologia, Archaeorapterix e “explosões” relacionadas ao evolucionismo sugiro consultar: LUSKIN, Casey – Finding Intelligent Design in Nature, in Intelligent Design, Kegrel Publications, Grand Rapids (U.S.A) 2008.

“Elo perdido” ou Macaquinho

Quanto ao Darwinius masillae, há um interessante artigo no link que segue:
Não concordamos com todas as posições do site em que se encontra o referido artigo, pelo seu viés protestante. Há interpretações literais das Sagradas Escrituras que não compartilhamos. Apesar disso, encontram-se nele boas informações sobre este pretenso “elo”, pouco divulgadas. Por brevidade, resumo. O Darwinius masillae também não é conclusivo sobre o famoso “elo perdido” entre o homem e o macaco. Foi mais um show midiático que apenas revela o que um autor judiciosamente qualifica de: “ignorância retroativa” dos cientistas evolucionistas.
Darwinius masillae
Quer dizer, os evolucionistas, quando do surgimento de um novo fóssil alardeado como “prova” da evolução, declaram que até aquele momento não havia qualquer evidência nos registros fósseis demonstrando suas teses. Mas eles não afirmavam isso até aparecer o dito novo registro (no caso o Darwinius masillae). Por que não declararam os cientistas evolucionistas que havia esta “falha” nas tais evidências da evolução? Sua ignorância só é admitida quando aparece um fato superveniente para encobrir a falha! Ignorância retroativa!
Você disse bem, Ana:
“o Darwinius masillae, uma espécie de primata que poderia ser o elo entre humanos e primatas”.
De fato, na ânsia dos evolucionistas PODERIA SER o elo, mas a resultado comprovado é apenas de mais um fóssil pertencente a um primata.
Não resisto mencionar aqui um aspecto de toda controvérsia evolucionista ignorada muitas vezes, nos nossos meios acadêmicos. Um fóssil não pode provar a evolução. Esta, afirma-se, é algo dinâmico e não se determina num único ser. Ela é passada de geração em geração. Seria preciso encontrar uma cadeia completa de fósseis “transicionais”, digamos, para se demonstrar a evolução daquela espécie. Um fóssil é prova apenas disto: o próprio fóssil.

Mariposas e Morcegos

Não entendi sua crítica ao assunto das mariposas de Manchester. Parece que você simplesmente repete o que está no artigo: não houve nem evolução, nem mutação, mas sim, seleção. Concordamos. Esta é a parte verdadeira da observação darwinista. Mas uma mariposa, sempre será mariposa. Branca ou preta, seja lá o que for. Mas mariposa preta nunca irá “evoluir” para morcego só porque é mais fácil sobreviver no escuro!

Falso Evolucionismo e Verdadeira Religião

Concluindo. Não há “evidências” da macro evolução, ou seja, uma espécie dar origem há outra espécie. Esta é a parte não científica da “teoria da evolução”. A parte demonstrada e provada é simplesmente a de “certa evolução”, ou melhor, adaptação de seres a condições adversas, sem que isto implique no aparecimento de novos seres.
O grande problema da teoria da evolução persiste. Ela é utilizada por inimigos da Igreja, desde os velhos comunistas utópicos para combater a religião e a existência de Deus. Se Darwin não era ateu, ele contribuiu e muito com o ateísmo.
Nunca haverá uma demonstração da “macro” evolução: uma espécie dando origem a outra. Isto porque se todos os homens não descendem de um único casal original, daí decorre que não houve pecado original e, portanto, a redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo não tem sentido. As teses do evolucionismo tal qual são ensinadas por seus propugnadores negam a religião, portanto, são, neste sentido, atéias.
Espero que tenha esclarecido as questões mais relevantes aventadas por nossa leitora. Há outras colaterais ao pensamento central, mas as deixo para outra oportunidade.

Semana Santa no Vaticano


Ao alternarmos as indicações das cerimônias presididas pelo Romano Pontífice com comentários do Mons. Guido Marini, destacamos a sua magistral explicação sobre a natureza litúrgica das celebrações da Semana Santa, que são atualizadas durante os divinos ofícios; os detalhes, como, por exemplo, de onde vêm o círio pascal, as flores, o óleo usados no Vaticano; e as várias vezes que o mestre-de-cerimônias pontifício destaca que vários elementos da Liturgia são sinais visíveis que vêm a priori de nossa devoção e que, a posteriori, devem produzir frutos em nossa fé.

Calendário das celebrações da Semana Santa 2012 presididas pelo Santo Padre Bento XVI

1º abril 2012
DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR
XXVII Jornada Mundial da Juventude, com o tema:
“Alegrai-vos sempre no Senhor!” (Fil 4,4)
Capela Papal
Praça São Pedro: 9h30
O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor une o triunfo de Cristo – aclamado como Messias pelos habitantes de Jerusalém e, neste dia, no rito da procissão de ramos, pelos cristãos – e o anúncio da Paixão com a proclamação do canto do relato evangélico na Missa. Os ramos de oliveira e de palmeiras são o sinal da participação jubilosa no rito processional, expressão da fé da Igreja em Cristo, Messias e Senhor, que vai encontrar a morte para a salvação de todos os homens.
O Santo Padre abençoará as palmas e as olivas e, ao fim da procissão, celebrará a Santa Missa da Paixão do Senhor.
É também a Jornada Mundial da Juventude, à qual participam os jovens da Diocese de Roma. Pelo motivo desta circunstância, concelebrarão com o Santo Padre: o Cardeal Agostino Vallini e Sua Ex.cia Mons. Paolo Schiavon (pelo Vicariato de Roma), o Cardeal Stanislaw Rylko e Sua Ex.cia Josef Clemens (pelo Pontifício Conselho para os Leigos), o Cardeal Antonio María Rouco Varela e Sua Ex.cia Mons. César Augusto Franco Martínez (pela Arquidiocese de Madri), Sua Ex.cia Dom Orani João Tempesta, O.Cist., Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, juntamente com dois Bispos Auxiliares seus.
Os Cardeais-diáconos que assistirão o Santo Padre são: Manuel Monteiro de Castro, Peninteciário-mor, e Antonio Maria Vegliò, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral do Migrantes e Itinerantes.
Juntamente à Capela Sistina, é presente o coro da Diocese de Roma, regido pelo Rev.do Mons. Marco Frisina.
Ramos como esses usados por Bento XVI, são doados pelo Caminho Neocatecumenal
A decoração das olivas é ofertada pela Região de Puglia; as palmas provêm de Sanremo; os ramos de oliva são ofertados pela Vila Pontifícia de Castel Gandolfo; as folhas de palmas para a procissão são doadas pelo Caminho Neocatecumenal.
O serviço litúrgico é feito por alguns alunos do Pontifício Seminário Romano.

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05 abril 2012
QUINTA-FEIRA SANTA
SANTA MISSA DO CRISMA 
Basílica Vaticana, 9h30
O Santo Padre presidirá a concelebração da Santa Missa Crismal com os Cardeais, os Patriarcas, os Arcebispos, os Bispos e os Presbíteros (diocesanos e religiosos) presentes em Roma.
Durante a celebração, os sacerdotes renovam as promessas feitas no momento da sagrada Ordenação e são abençoados os Óleos santos que serão usados já a partir da Vigília Pascal.
Os sacerdotes, cerca de 1.600 do clero secular e religioso da Diocese de Roma e dos Colégios Romanos, renovam as promessas sacerdotais. Juntamente a eles, concelebram com o Santo Padre os Cardeais e os Bispos.
Bento XVI assopra sobre o óleo,
segundo as indicações para a consagração do Crisma,
contido numa ânfora de prata
São abençoados os Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos e o Crisma. A apresentação dos Óleos é acompanhada pela presença de alguns representantes: dos Catecúmenos, por alguns catecúmenos que serão batizados na Vigília Pascal; dos Enfermos, por alguns doentes que receberão o sacramento da Unção; o do Crisma será acompanhado por alguns jovens candidatos ao sacramento da Confirmação e por 4 diáconos que serão ordenados sacerdotes. As ânforas que contêm os Óleos: 3 são de Toffetti (n.e. Mario Toffetti, um artista plástico que desenhou e construiu a atual pia batismal da Capela Sistina e a anterior, presenteada ao Papa João Paulo II, em 1994, por ocasião de seu jubileu de ordenação sacerdotal), outras 3 (de prata) são um presente de alguns alguns atrás à sacristia pontifícia, proveniente da Espanha.
O óleo para a celebração da Missa Crismal é doado pela cooperativa “Arte y Alimentación SL” de Castelserás, na Espanha. As substâncias perfumadas para a fabricação do Crisma serão adicionadas ao Óleo antes da oração de bênção.
Os Óleos serão transportados a San Giovanni in Laterano, onde serão distribuídos aos sacerdotes da Diocese de Roma para a administração dos Sacramentos ao longo do ano.
O serviço é feito por alunos do Instituto Teológico Don Orione.
Imagem de Nossa Senhora, dada por João Goulart
usada liturgicamente no Natal passado (2011) 
Na coluna da Confissão, será colocada uma imagem de madeira de Nossa Senhora com o Menino. A imagem, conservada nos Museus Vaticanos, é um presente do então Presidente do Brasil João Goulart a Paulo VI em ocasião de sua eleição ao sólio pontifício em 1963. A obra, da escola brasileira, que remonta ao século XVIII, representa Nossa Senhora de Montserrat e é pintada em ouro com policromia  original e detalhes em prata.

TRÍDUO PASCAL
05 abril 2012
QUINTA-FEIRA SANTA
SANTA MISSA NA CEIA DO SENHOR
Capela Papal
Basílica de San Giovanni in Laterano, 17h30
Os grandes mistérios da nossa redenção são celebrados na Missa vespertina da Quinta-feira “na Ceia do Senhor” até as Vésperas do domingo de Páscoa. Tríduo Pascal não significa três dias de preparação à Páscoa, mas equivale à Páscoa celebrada em três dias, a Páscoa em sua totalidade, a passagem da paixão e morte para a sepultura, até a ressurreição. Trata-se de um único mistério celebrado em três momentos, no espaço de três dias.
O Tríduo Pascal se abre com a celebração Eucarística da noite, bem como a ceia do Senhor é sinal do início da Paixão. Enquanto Jesus começa a doação de sua vida em sacrifício expiatório para a salvação do mundo, estabelece a Eucaristia qual atualização no tempo de seu ato sacrifical e do mistério da salvação. A Eucaristia, expressão admirável da caridade do Coração de Cristo, sugere uma resposta de amor grato, mediante a adoração do Santíssimo Sacramento e o exercício do serviço aos irmãos.
O Santo Padre presidirá a concelebração da Santa Missa com o rito do lava-pés a doze sacerdotes.
Durante o rito, os presentes são convidados a fazer um ato de caridade para a assistência humanitária aos refugiados sírios.
Ao fim da celebração, terá lugar a procissão que acompanha o Santíssimo Sacramento à Capela da reposição.
O Santo Padre fará o gesto de lavar os pés a doze sacerdotes da Diocese de Roma. Com este gesto, propõe-se a si mesmo o gesto de Jesus aos apóstolos, revelação do mistério de Deus e sinal da doação total da vida.
A Santa Missa será concelebrada por Senhores Cardeais, por Bispos e alguns Sacerdotes.
É habitual que as ofertas coletadas no curso da Missa sejam destinadas a prestar ajuda a qualquer realidade necessitada. Para este ano, as ofertas são destinadas à assistência humanitária aos refugiados sírios.
O Santo Padre senta-se na cátedra papal: a da Basília San Giovanni in Laterano é a cátedra própria do Bispo de Roma.
Bento XVI dá a Sagrada Comunhão a um diplomata acreditado junto à Santa Sé
na Missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, janeiro 2012
O Santo Padre distribui a Santa Comunhão, como é habitual, a alguns membros do Corpo Diplomático.
Ao fim da celebração, forma-se uma breve procissão com a reposição do Santíssimo Sacramento ao altar da Capela de São Francisco.
O serviço é feito por alunos do Seminário Maior Romano.
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06 abril 2012
SEXTA-FEIRA SANTA
CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR
Capela Papal
Basílica Vaticana, 17h

O Santo Padre presidirá a Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz e o Rito da Comunhão.
A Sexta-feira Santa é o dia da Paixão e Morte do Senhor e de jejum como sinal exterior da nossa participação em Seu sacrifício. Nesta sexta-feira não se celebra a Eucaristia. Mas é prevista uma ação à tarde para comemorar a Paixão e Morte do Senhor. Cristo aparece com o servo de Deus, predito pelos profetas, cordeiro que se sacrifica pela salvação de todos. A Cruz é elemento que domina toda a celebração: iluminada pelos raios da ressurreição, se apresenta como trono de glória e instrumento de vitória; portanto, é apresentada à adoração dos fiéis.
Ao início da celebração, o Santo Padre se ajoelha alguns minutos diante do altar rezando em silêncio, em sinal de adoração e de pedido de perdão e de penitência.
O relato da Paixão é cantado por três diáconos com o concurso da Capela Sistina.
A homilia é proferida pelo Padre Raniero Cantalamessa, O.F.M.Cap., Pregador da Casa Pontifícia.
O Santo Padre expõe a Cruz, apresentando-a à adoração dos fiéis; em seguida, beija-a depois de ter retirado a casula e os sapatos, sempre em sinal de penitência.
A sede papal, como já ocorreu em outras ocasiões, é colocada em frente à imagem de São Pedro, na nave central da Basílica.
Os Cardeais-diáconos que assistem o Santo Padre são: Francesco Coccopalmerio e Giuseppe Bertello (n.e. Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e Presidente do Governatorato da Cidade do Estado do Vaticano, respectivamente).
O Santo Padre distribuirá a Santa Comunhão ao Senhores Cardeais.
As luzes suaves da Basílica são um sinal do clima penitencial da celebração.
O serviço litúrgico é feito por alguns alunos Passionistas e do Pontifício Colégio Nepomuceno.
 VIA CRUCIS
Coliseu, 21h15

O Santo Padre presidirá o piedoso exercício da “Via Crucis”, ao fim do qual dirigirá a sua palavra aos fiéis e dará a Bênção Apostólica.
Casal focolarino Danilo e Anna Maria Zanzucchi,
que fará as meditações da 
Via Crucis deste ano
Os textos da “Via Crucis“ são preparados pelos cônjuges Danilo e Anna Maria Zanzucchi, do Movimento dos Focolares e iniciadores do Movimento “Família Nova”. As imagens do livreto para o uso dos fiéis reproduzem os painéis da “Via Crucis“, realizados pelo Prof. Benedetto Pietrogrande em 2009 e colocados na capela do Centro do Movimento dos Focolares em Rocca di Papa.
As tochas próximas à Cruz são portadas por dois jovens da Diocese de Roma; a Cruz é portada, bem como pelo Cardeal Agostino Vallini, por dois frades franciscanos da Custódia da Terra Santa e por algumas famílias provenientes da Itália, da América Latina, da África, da Irlanda.
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7-8 abril 2012
DOMINGO DE PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
VIGÍLIA PASCAL
Capela Papal
Basílica Vaticana, 21h
A Vigília Pascal é a grande e santíssima noite do ano, a celebração mais antiga, mais importante e mais rica em conteúdo. Sim vigília para indicar que vivemos em espera da vinda do Senhor, na esperança que se realiza a nova e definitiva passagem marcada da eternidade. Na Vigília se exprime a nossa passagem da morte e do pecado à vida nova em Cristo.
O Santo Padre abençoará o fogo novo no átrio da Basílica de São Pedro; depois do ingresso processional na Basílica com o círio pascal e o canto do “Exsultet“, presidirá a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística, que será concelebrada com os Senhores Cardeais.
Ao centro dos ritos iniciais, está situado o círio, símbolo de Cristo ressuscitado; à sua luz escuta-se o solene anúncio da Páscoa (o canto do “Exsultet“) e a palavra de Deus, quando é lembrada a história da salvação, da criação à ressurreição de Cristo; segue a primeira participação na Páscoa mediante o Batismo e a renovação das promessas batismais, com a profissão da fé e a oração universal ou dos fiéis; finalmente, se celebra a Eucaristia, quando o cordeiro pascal, ressuscitado da morte, se faz alimento para nós, porque vivemos d´Ele e para Ele na lógica da santidade.
A Celebração Eucarística da Vigília é o culminar do Tríduo, do ano litúrgico, na verdade, a fonte da alegria pascal. A Missa do domingo propriamente dito da Ressurreição não é o prolongamento da Celebração Eucarística da noite.
O Santo Padre administra o Batismo, a Crisma e a Primeira Comunhão a 8 neófitos, proveniente: da Itália, da Albânia, da Eslováquia, de Camarões, da Alemanha, do Turquemenistão, dos Estados Unidos. Os catecúmenos recebem a Santa Comunhão sob as duas espécies do pão e do vinho, Corpo e Sangue do Senhor.
A Santa Missa é concelebrada por Senhores Cardeais.
A celebração se abre no átrio em frente à Basílica, onde acontece o rito da bênção do fogo e da preparação do círio pascal, doado como de costume pela Comunidade Neocatecumenal de Roma.
Na Basílica, a passagem do escuro à luz simboliza o ingresso da Luz que é Cristo, Caminho, Verdade e Vida, no mundo tenebroso do pecado, da solidão e da morte.
A nova e controversa fonte batismal da Capela Sistina
e que será usada na Vigília Pascal deste ano.
Na foto, a pia está disposta deste modo especialmente para exibição 
A disposição da fonte batismal no centro, aos pés da Confissão, ao lado do círio pascal, também pretende enfatizar a importância simbólica da fonte batismal na liturgia da Vigília de Páscoa.
O serviço litúrgico é feito por alunos do Seminário Internacional San Vitalino e do Colégio San Noberto.

SANTA MISSA DO DIA
Capela Papal
Sagrado da Basílica Vaticana,  10h15

O Santo Padre celebrará a Santa Missa no sagrado da Basílica de São Pedro.
Ao fim da celebração, da sacada central da Basílica, dará a Bênção “Urbi et Orbi“.
A Celebração se abre com o rito do “Resurrexit“, que prevê a abertura da imagem do Ressuscitado. Trata-se de um ícone realizado prestando a devida atenção ao protótipo medieval. O novo ícone, como o antigo, é constituída pela imagem pintada do Salvador, sentado no trono, com duas portas laterais.
Este rito, antigamente, era oficiado antes da Celebração Eucarística, na Basílica Lateranense, depois do qual o Papa precedia processionalmente para ir aSanta Maria Maggiore, onde celebrava a Missa.
Como é habitual, a Santa Missa não será concelebrada.
Bento XVI abençoa os fiéis com o Livro, após a proclamação do Evangelho, abril 2009
Veem-se as abundantes e coloridas flores que alegremente ornam a Praça de São Pedro
A decoração floral, como é usual, é ofertada por floristas holandeses.
O Santo Padre, também, faz o rito da aspersão com a água abençoada em memória do Batismo, como ato penitencial, que introduz à celebração dos Santos Mistérios do Senhor.
O Santo Padre não faz a homilia, pois à Missa seguirá a bênção “Urbi et Orbi“ da sacada central da Basílica, com as saudações pascais. Fazem assistência ao Papa os Cardeais-diáconos Jean-Louis Tauran (Cardeal protodiácono) e Raymond Leo Burke (n.e. Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso e Prefeito da Assinatura Apostólica, respectivamente).
A proclamação do Evangelho será em latim e em grego para sublinhar a universalidade da celebração pascal.