sexta-feira, 30 de março de 2012

Polêmica sobre o Evolucionismo


Recebemos seus comentários a respeito do artigo “A Farsa de Charles Darwin“. Agradecemos, de antemão, os elogios e os apoios demonstrados ao nosso trabalho.
De fato, é de grande valia a contribuição de alunos ou técnicos de outras áreas nos artigos que publicamos. Só temos a melhorar com as observações dos nossos leitores.
Entretanto, receio que algumas de suas observações merecem uma ou outra retificação. É o que tentarei demonstrar a seguir, assim faremos também uma “crítica construtiva”.

Teoria falsa de observação verdadeira

Preliminarmente, como você mesma diz, Ana, a teoria da evolução “é uma TEORIA”. Concordamos plenamente neste ponto. Mas como é uma teoria científica não devemos crer nela. Os cientistas devem dar demonstrações para que ela seja aceita. Se tais demonstrações não existem, e as evidências vão em sentido contrário à teoria, ela deve ser rejeitada.
Ora, não há evidências da teoria da evolução. Se me permite um pequeno jogo de idéias: a evidência que existe é ANTERIOR à teoria, e não POSTERIOR a ela. Explico-me.
O que os evolucionistas fazem desde Darwin é tomar algo verdadeiro, constatado pela observação da natureza (1ª etapa) e daí tirar uma conclusão forçada (2ª etapa). Desta conclusão forçada propuseram uma teoria e desde então, procuram as provas para tal teoria (3ª etapa). É o que eles têm feito nos últimos 150 anos.
  • Tentilhões de Darwin
    1ª etapa: É mais do que conhecida a idéia de Darwin. Ele observou a população dos pássaros na ilha de Galápagos. Os bicos dos pássaros apresentavam variações, uns mais finos e menores, outros mais grossos e maiores. Os pássaros com bicos mais grossos sobreviviam às variações do clima, pois com a diminuição das chuvas, apenas os frutos com cascas mais resistentes eram encontrados em maior abundância. Os pássaros com bicos finos não conseguiam romper as cascas dos frutos e por isso morriam com mais facilidade. Isto determinava uma mudança na população do referido pássaro (tentilhão), onde os mais fortes sobreviviam: seleção natural.
Até aí tudo bem. Aceitamos a dita “evolução minor“, dentro de uma mesma espécie. Esta é a evidência. Agora vem a teoria forçada.
  • 2ª etapa: O “mirabolante” em Darwin é que daí ele concluiu que a existência de todas as espécies de seres existentes dependia do mesmo mecanismo. Da variação do bico do pássaro, ele extrapolou para o surgimento do próprio pássaro e mais, o surgimento do golfinho, da barata, do chimpanzé e da lesma!!!
  • 3ª etapa: é preciso provar. Como? Encontrando no registro fóssil as fases de transição entre os seres. 150 anos… Problema grave: a paleontologia não está a favor do evolucionismo.
De fato, os animais invertebrados, as amebas e as bactérias não deixam registro fóssil. Você mesmo, Ana, o diz:
Partes moles, invertebrados sem carapaça e organismos unicelulares são dificílimos de serem preservados, pois facilmente se decompõem assim que morrem”.
Curiosamente, este dado só atrapalha o darwinismo.
Mas então, procuremos entre os vertebrados, os animais mais evoluídos nas camadas geológicas mais próximas! Lá estão os registros fósseis deles: mamíferos, répteis, aves. Onde estão as fases de transição? Com tanta variedade de seres e depois de tanto tempo não deve ser difícil encontrar os tais “elos perdidos”.
Frustração! Encontram fósseis do pássaro com bico e do jacaré com “boca”, mas os dois em um…

Dos Répteis às Aves: alturas intransponíveis!

A macro evolução pressupõe uma seqüência mais efetiva no registro fóssil. Há apenas um Archaeopteryx, ou fósseis da mesma categoria dele.
Espere! Encontraram o Archaeopteryx, ou melhor, o seu fóssil! Transição entre o réptil e a ave. Está provada a evolução!
Devagar. Antes de tudo, observe que nosso artigo falou em “archeoraptor” e não do Archaeopteryx, mencionado por você, Ana.
Não sei se você confundiu os dois, mas o archeoraptor é de fato uma fraude. Já está demonstrado e tornado público. Procure na internet artigos sobre isso e você verá.
Mas então, vamos ao Archaeopteryx, pois talvez você, na realidade, não o confundiu com o anterior, mas quis acrescentar mais informações ao nosso artigo.
Tomemos por premissa que esse tal réptil-ave não é simplesmente uma ave com características similares a dos répteis.
Há, entretanto, várias objeções contra ele: a macro evolução pressupõe uma seqüência mais efetiva no registro fóssil. Há apenas um Archaeopteryx, ou fósseis da mesma categoria dele. Mas de onde ele veio? Alguns cientistas conjeturam que o ancestral do tal bicho-cobra-galinha foi um dinossauro que viveu 20 milhões de anos DEPOIS do Archaeopteryx!!! Ao menos é o mais próximo que conseguiram encontrar nos registros fósseis.
Além disso, um problema muito grave contra a ascendência evolucionista do Archaeopteryx é de onde ele tirou suas penas. Estas, dizem os evolucionistas, evoluíram das escamas do réptil. Mas para isso é preciso supor inumeráveis fases de transição, conforme o darwinismo, desta escama-quase-pena que possua uma função vantajosa para o animal não ser devorado pela seleção natural. Uma escama que não serve como escama e que ainda não é pena não traz vantagem nem ao suposto réptil-quase-pássaro nem ao futuro pássaro-não-mais-réptil. A transição réptil-pássaro seria eliminada pela própria seleção natural.
Mais. O fato de o fóssil do archaeopteryx possuir garras e dentes não é conclusivo para afirmar que ele é o “elo perdido” entre os dinossauros e as aves. Há registros de aves extintas com dentes e até hoje há aves com garras: avestruz.
Há outros postulados contra o Archaeopteryx, apenas menciono sem entrar em detalhes: em estudos sobre o desenvolvimento dos “dedos” (dígitos) nas cartilagens das aves, há conclusões científicas contrárias à suposta evolução réptil-ave a partir do Archaeopteryx.
Concluindo esta parte: a melhor explicação para o Archaeopteryx é ser ele uma simples ave que os evolucionistas mais uma vez forçam para aplicar à sua teoria sem provas.

Explodindo o Evolucionismo

Concordo com você de que a expressão “explosão cambriana” parece ser um tanto exagerada. Mas veja que a expressão não foi inventada por nós. Ela é utilizada por cientistas renomados na área biológica e da paleontologia. Cito um deles, Susumu Ohno, que explica tal expressão:
“Segue daí que 6 a 10 milhões de anos na escala de tempo evolutiva não é mais do que um piscar de olhos. A explosão cambriana, demonstrando o quase simultâneo aparecimento de virtualmente todos os animais no espaço de 6 a 10 milhões de anos não pode ser explicada por divergências de mutações em funções genéticas individuais.” (The Notion of the Cambrian Pananimalia Genome, 1996…)
Richard Dawkins
A palavra “explosão” também é utilizada para se referir ao rápido aparecimento de outros seres, conforme alguns cientistas: plantas, peixes, mamíferos e até, “mirabile dicto”,a origem do próprio homem é considerada uma “explosão”.
E veja o mais surpreendente, o famoso evolucionista ateu Richard Dawkins, ao tratar da “explosão cambriana” afirma que a fauna deste período
“já está em estado avançado ou evoluído, no mesmo momento em que surge. É como se eles tivessem sido simplesmente plantados lá, sem qualquer histórico evolutivo.” (The Blind Watchmaker, 1996…)
Para maiores aprofundamentos sobre todas estas questões de paleontologia, Archaeorapterix e “explosões” relacionadas ao evolucionismo sugiro consultar: LUSKIN, Casey – Finding Intelligent Design in Nature, in Intelligent Design, Kegrel Publications, Grand Rapids (U.S.A) 2008.

“Elo perdido” ou Macaquinho

Quanto ao Darwinius masillae, há um interessante artigo no link que segue:
Não concordamos com todas as posições do site em que se encontra o referido artigo, pelo seu viés protestante. Há interpretações literais das Sagradas Escrituras que não compartilhamos. Apesar disso, encontram-se nele boas informações sobre este pretenso “elo”, pouco divulgadas. Por brevidade, resumo. O Darwinius masillae também não é conclusivo sobre o famoso “elo perdido” entre o homem e o macaco. Foi mais um show midiático que apenas revela o que um autor judiciosamente qualifica de: “ignorância retroativa” dos cientistas evolucionistas.
Darwinius masillae
Quer dizer, os evolucionistas, quando do surgimento de um novo fóssil alardeado como “prova” da evolução, declaram que até aquele momento não havia qualquer evidência nos registros fósseis demonstrando suas teses. Mas eles não afirmavam isso até aparecer o dito novo registro (no caso o Darwinius masillae). Por que não declararam os cientistas evolucionistas que havia esta “falha” nas tais evidências da evolução? Sua ignorância só é admitida quando aparece um fato superveniente para encobrir a falha! Ignorância retroativa!
Você disse bem, Ana:
“o Darwinius masillae, uma espécie de primata que poderia ser o elo entre humanos e primatas”.
De fato, na ânsia dos evolucionistas PODERIA SER o elo, mas a resultado comprovado é apenas de mais um fóssil pertencente a um primata.
Não resisto mencionar aqui um aspecto de toda controvérsia evolucionista ignorada muitas vezes, nos nossos meios acadêmicos. Um fóssil não pode provar a evolução. Esta, afirma-se, é algo dinâmico e não se determina num único ser. Ela é passada de geração em geração. Seria preciso encontrar uma cadeia completa de fósseis “transicionais”, digamos, para se demonstrar a evolução daquela espécie. Um fóssil é prova apenas disto: o próprio fóssil.

Mariposas e Morcegos

Não entendi sua crítica ao assunto das mariposas de Manchester. Parece que você simplesmente repete o que está no artigo: não houve nem evolução, nem mutação, mas sim, seleção. Concordamos. Esta é a parte verdadeira da observação darwinista. Mas uma mariposa, sempre será mariposa. Branca ou preta, seja lá o que for. Mas mariposa preta nunca irá “evoluir” para morcego só porque é mais fácil sobreviver no escuro!

Falso Evolucionismo e Verdadeira Religião

Concluindo. Não há “evidências” da macro evolução, ou seja, uma espécie dar origem há outra espécie. Esta é a parte não científica da “teoria da evolução”. A parte demonstrada e provada é simplesmente a de “certa evolução”, ou melhor, adaptação de seres a condições adversas, sem que isto implique no aparecimento de novos seres.
O grande problema da teoria da evolução persiste. Ela é utilizada por inimigos da Igreja, desde os velhos comunistas utópicos para combater a religião e a existência de Deus. Se Darwin não era ateu, ele contribuiu e muito com o ateísmo.
Nunca haverá uma demonstração da “macro” evolução: uma espécie dando origem a outra. Isto porque se todos os homens não descendem de um único casal original, daí decorre que não houve pecado original e, portanto, a redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo não tem sentido. As teses do evolucionismo tal qual são ensinadas por seus propugnadores negam a religião, portanto, são, neste sentido, atéias.
Espero que tenha esclarecido as questões mais relevantes aventadas por nossa leitora. Há outras colaterais ao pensamento central, mas as deixo para outra oportunidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário