Estética neutra?
Não há uma filosofia de vida por trás disso?
Não existe relação de significado entre a
coisa-símbolo e a cultura que ela representa?
Não há uma filosofia de vida por trás disso?
Não existe relação de significado entre a
coisa-símbolo e a cultura que ela representa?
A “doutrinarização” do gosto pessoal
Um dos sinais visíveis da maturidade intelectual e espiritual é habituar-se a buscar as realidades significadas por trás das coisas. A percepção do mundo como amontoado ou coleção de "coisas neutras" destituídas de significado, sem uma conexão espiritual última, pressupõe um observador destituído, por seu lado, de sua própria conexão espiritual, do elo interior entre percepção e significado, consciência e realidade significada; um observador estúpido, em estado de divisão hipnótica e quase paralisia catatônica. Nos últimos dias, uma enxurrada de blogueiros “católicos”, “opinadores de facebook” vieram em defesa da “neutralidade” do Rock, das tatuagens e dos piercings, expressando opiniões com “rigores” de doutrina "católica" e com ares de magistério eclesiástico, pecando no mínimo contra a virtude da prudência.
Tal fenômeno no seio do catolicismo é sintoma da crise espiritual que afeta a Igreja nas últimas décadas, e que insere-se perfeitamente na crise do mundo moderno como um todo. O homem moderno perdeu os nexos simbólicos, não vê a significabilidade das coisas. Espiritualmente impotente, não saber erguer o olhar da inteligência acima da realidade material, e analisar as coisas sub specie aeternitatis. Tais católicos, quando opinam, literalmente não sabem do que falam: expressam apenas seu estado de alma, passando a léguas do cerne do problema do qual imagina estar discorrendo. Suas opiniões traduzem os anseios, as paixões e os gostos do homem exterior.
Os piercings e tatuagens são simbolizações culturais, e, portanto, manifestam significado. Símbolos são corporificações materiais de uma ideia a ser comunicada, e são "o inteligível no sensível", segundo a definição Dionísio, o Areopagita. Uma tatuagem, ou um piercing pode conter, como comumente contém, um símbolo, uma ideia. Em nosso contexto, a tatuagem e o piercing simbolizam a rebelião contra os costumes imemoriais da civilização cristã.
No passado, e em algumas sociedades tribais, as tatuagens estão associadas ao mundo da magia, portanto, a superstição. No mundo contemporâneo, a tatuagem, com seu apelo fetichista e, o body piercing são signos expressivos de rebeldia juvenil que em vez de tomar o corpo como imagem estável e positiva da pessoa, o tomam como entidade sujeita a toda sorte de alterações (piercings, pinturas extravagantes e até mutilações). O piercing, por exemplo, possui um caráter predominantemente sexual. (Cf. O corpo como suporte da arte: piercing, implante, escarificação, tatuagem, de Beatriz Ferreira Pires, Ed. Senac, 2005, p. 81). A cultura da tatuagem e do piercing em nossa época emerge da cultura underground para rapidamente expressar mudanças de comportamento sexual.
Sob o ponto de vista médico, tais mutilações não são recomendáveis pelo fato de serem quase irreversíveis. No campo social geralmente estão associadas à cultura da rock, ao mundo do crime, da violência, e das drogas, etc.
A Sagrada Escritura diz que não devemos fazer incisões na carne (Lv 21,5) e nem figura alguma no corpo (Lv 19,28). São Paulo diz que em nossos corpos devemos glorificar o Senhor (ICor 6,17). Estes dois tipos de adornos têm um caráter particular, porque afetam de modo mais ou menos definitivo, e de modo mais ou menos excessivo, a própria integridade do corpo humano, que deve ser respeitado por ser templo de Deus. Evidentemente, mutilar o corpo sem razão vital (ou pelo menos bem séria como o caso das operações necessárias para salvar a vida) é sempre pecado gravíssimo. Tais católicos que fazem concessões culturais descabidas se esquecem que o Evangelho nunca é o hóspede da cultura, ele é sempre seu juiz e redentor, pois parte dela vem do demônio.
São Tomás diria que o uso destes supostos elementos de "adorno" visa manifestar o repúdio explícito da ordem natural, na estética ou um ódio à própria beleza, querendo proclamar a liceidade de uma tendência desregrada, e até doentia de amor pela desordem e pela fealdade.
E o Rock? Sobre este assunto colocarei uma série de postagens certamente de gente mais abalizada e que mostra sua total incompatibilidade com a fé cristã. “Pois é impossível adaptar o rock ao cristianismo, e caso se insista em fazê-lo, ou se renuncia ao cristianismo, ou se renuncia ao rock.” (Joseph Ratzinger, em entrevista concedida a Revista Mercurio. In: Cronicas de las ideas, Ed. Andres Bello)
Tal fenômeno no seio do catolicismo é sintoma da crise espiritual que afeta a Igreja nas últimas décadas, e que insere-se perfeitamente na crise do mundo moderno como um todo. O homem moderno perdeu os nexos simbólicos, não vê a significabilidade das coisas. Espiritualmente impotente, não saber erguer o olhar da inteligência acima da realidade material, e analisar as coisas sub specie aeternitatis. Tais católicos, quando opinam, literalmente não sabem do que falam: expressam apenas seu estado de alma, passando a léguas do cerne do problema do qual imagina estar discorrendo. Suas opiniões traduzem os anseios, as paixões e os gostos do homem exterior.
Os piercings e tatuagens são simbolizações culturais, e, portanto, manifestam significado. Símbolos são corporificações materiais de uma ideia a ser comunicada, e são "o inteligível no sensível", segundo a definição Dionísio, o Areopagita. Uma tatuagem, ou um piercing pode conter, como comumente contém, um símbolo, uma ideia. Em nosso contexto, a tatuagem e o piercing simbolizam a rebelião contra os costumes imemoriais da civilização cristã.
No passado, e em algumas sociedades tribais, as tatuagens estão associadas ao mundo da magia, portanto, a superstição. No mundo contemporâneo, a tatuagem, com seu apelo fetichista e, o body piercing são signos expressivos de rebeldia juvenil que em vez de tomar o corpo como imagem estável e positiva da pessoa, o tomam como entidade sujeita a toda sorte de alterações (piercings, pinturas extravagantes e até mutilações). O piercing, por exemplo, possui um caráter predominantemente sexual. (Cf. O corpo como suporte da arte: piercing, implante, escarificação, tatuagem, de Beatriz Ferreira Pires, Ed. Senac, 2005, p. 81). A cultura da tatuagem e do piercing em nossa época emerge da cultura underground para rapidamente expressar mudanças de comportamento sexual.
Sob o ponto de vista médico, tais mutilações não são recomendáveis pelo fato de serem quase irreversíveis. No campo social geralmente estão associadas à cultura da rock, ao mundo do crime, da violência, e das drogas, etc.
A Sagrada Escritura diz que não devemos fazer incisões na carne (Lv 21,5) e nem figura alguma no corpo (Lv 19,28). São Paulo diz que em nossos corpos devemos glorificar o Senhor (ICor 6,17). Estes dois tipos de adornos têm um caráter particular, porque afetam de modo mais ou menos definitivo, e de modo mais ou menos excessivo, a própria integridade do corpo humano, que deve ser respeitado por ser templo de Deus. Evidentemente, mutilar o corpo sem razão vital (ou pelo menos bem séria como o caso das operações necessárias para salvar a vida) é sempre pecado gravíssimo. Tais católicos que fazem concessões culturais descabidas se esquecem que o Evangelho nunca é o hóspede da cultura, ele é sempre seu juiz e redentor, pois parte dela vem do demônio.
São Tomás diria que o uso destes supostos elementos de "adorno" visa manifestar o repúdio explícito da ordem natural, na estética ou um ódio à própria beleza, querendo proclamar a liceidade de uma tendência desregrada, e até doentia de amor pela desordem e pela fealdade.
E o Rock? Sobre este assunto colocarei uma série de postagens certamente de gente mais abalizada e que mostra sua total incompatibilidade com a fé cristã. “Pois é impossível adaptar o rock ao cristianismo, e caso se insista em fazê-lo, ou se renuncia ao cristianismo, ou se renuncia ao rock.” (Joseph Ratzinger, em entrevista concedida a Revista Mercurio. In: Cronicas de las ideas, Ed. Andres Bello)

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